A
Arca
de Noé
um grande navio construído por Noé, a mando de Deus, para salvar a
si mesmo, sua família e um casal de cada espécie de animais do
mundo, antes que viesse o Grande Dilúvio.
A história é contada em Gênesis
6:12-22, assim como no Alcorão
e em outras fontes.
Conforme
a tradição bíblica, Deus decidiu destruir o mundo por causa da
perversidade humana, mas poupou Noé, o único homem justo da Terra
em sua geração, mandando-lhe construir uma arca para salvar sua
família e representantes de todos os animais e aves. Ai veio o
grande dilúvio. A certa altura, Deus se lembrou de Noé e
interrompeu o Dilúvio, fazendo as águas recuarem e as terras
secarem. A história termina com um pacto entre Deus e Noé, assim
como com sua descendência.
Essa
história tem sido amplamente discutida nas religiões abrâmicas,
surgindo comentários que vão do prático (como Noé teria eliminado
os resíduos animais?) ao alegórico (a arca representa a Igreja
como salvadora da Humanidade
em decadência). A partir do século
I,
vários detalhes da arca e da inundação foram examinados,
questionados e até colocados em dúvida por estudiosos cristãos
e judeus.
Mas,
no século
XIX,
o desenvolvimento da Geologia
e da Biogeografia
tornaram difícil sustentar uma interpretação literal da história,
então os críticos da Bíblia mudaram sua atenção para a origem e
os propósitos seculares da arca. No entanto, os intérpretes
literais da Bíblia continuam a ver a história narrada como chave
para sua compreensão da Bíblia e agora exploram a região das
montanhas do Ararat,
no nordeste da Turquia,
onde a arca estaria descansando.
Segundo
os teólogos
Hipólito
de Roma
(235-d.C),
procurando demonstrar que "a arca era um símbolo de Cristo,
que era esperado", declarou que a embarcação teve sua porta na
parte oriental, que os ossos de Adão
foram levados a bordo juntamente com ouro, mirra e resina, e que a
arca foi lançada ao vaivém nas quatro direções sobre as águas,
fazendo o sinal da cruz, antes de eventualmente parar no Monte Kardu,
"a leste, na terra dos filhos de Raban, e os orientais
chamaram-na de Monte Godash; os árabes e os persas chamaram-na de
Ararat".
Em
um plano mais prático, Hipólito explicou que a arca foi construída
em três pavimentos, o mais baixo para os animais selvagens, o do
meio para aves e animais domésticos e o nível mais alto para seres
humanos, ou seja para a familia de Noé, os animais machos foram
separados das fêmeas por grandes estacas, para ajudar a manter a
proibição contra a coabitação a bordo d´ arca. Do mesmo modo,
Orígenes
(182-251),
respondendo a um crítico que duvidava de que a arca pudesse conter
todos os animais do mundo, e seguindo uma discussão sobre cúbitos,
(metros quadrado) sustentou que Moisés,
o autor do livro do Gênesis, tinha sido ensinado no Egito
e, por isso, utilizava (no texto bíblico) os cúbitos egípcios, que
eram maiores. Ele também fixou a forma da arca como uma pirâmide
truncada, retangular, em vez de quadrada em sua base, e afunilando-se
em um quadrado na lateral; não foi até o século
XII
que se veio a pensar na arca como uma caixa retangular com um teto
inclinado.
Deus
comandou a terra para absorver a água e algumas porções que foram
lentas em obediência receberam água salgada como castigo, e por
isso se tornaram secas e áridas. A água que não foi absorvida
formou os mares,
de modo que as águas da inundação ainda existem.
No
século
XVII,
era necessário conciliar a exploração do Novo Mundo e a maior
consciência da distribuição global de espécies com a velha crença
de que toda a vida teve origem a partir de um único ponto nas
encostas do Monte Ararat. A resposta óbvia é que o homem se havia
espalhado ao longo dos continentes após a destruição da Torre
de Babel
e levado animais com ele, ainda que alguns dos resultados parecessem
peculiares: Historiadores naturais começaram a desenhar conexões
entre os climas e os animais e plantas adaptados a eles. Uma
influente teoria considerou que o bíblico Ararat tinha diferentes
zonas climáticas e, como o clima mudou, os animais migraram e
eventualmente, espalharam-se e repovoaram o planeta. Havia também o
problema de um cada vez maior número de espécies conhecidas: para
Kircher e anteriores historiadores naturais, havia pouco espaço para
todas as espécies animais conhecidas na arca, e, no tempo em que
John
Ray
(1627-1705)
estava trabalhando, apenas várias décadas depois de Kircher, seu
número tinha se expandido para além das proporções bíblicas.
Incorporando todo o leque de diversidade animal na arca, a história
foi se tornando cada vez mais difícil, e em 1700
poucos historiadores naturais poderiam justificar uma interpretação
literal da narrativa da Arca de Noé.
A história de Arca
A
história de Arca de Noé, de acordo com os capítulos 6 a 9 do livro
do Gênesis, começa com Deus observando o mau comportamento da
Humanidade (questão já lida) e decidido a inundar a terra e
destruir toda vida. Porém, Deus encontrou um bom homem, Noé,
"um
virtuoso homem, inocente entre o povo de seu tempo",
e decidiu que este iria preceder uma nova linhagem do homem. Deus
disse a Noé para fazer uma arca e levar com ele a esposa e seus
filhos Sem,
Cam
e Jafé, e suas esposas. Além disso, disse para trazer exemplares de
todos os animais e aves, machos e fêmeas. A fim de fornecer seu
sustento, disse para trazer e armazenar alimentos.
Noé,
sua família e os animais entraram na arca e "no
mesmo dia foram quebrados todos os fundamentos da grande profundidade
e as janelas do céu foram abertas, e a chuva caiu sobre a terra por
quarenta dias e quarenta noites".
A inundação cobriu mesmo as mais altas montanhas por mais de seis
metros (20 pés), e todas as criaturas morreram; apenas Noé e
aqueles que com ele estavam sobre a arca ficaram vivos.
Eventualmente,
a arca veio a descansar sobre o Monte
Ararat.
As águas começaram a diminuir e os topos das montanhas emergiram.
Noé enviou um corvo,
que "voou
de um lado a outro até que as águas recuaram a partir da terra".
Em seguida, Noé enviou uma pomba,
mas ela retornou à arca sem ter encontrado nenhum lugar para pousar.
Depois de mais sete dias, Noé novamente enviou a pomba e ela voltou
com uma folha de oliva
no seu bico e então ele soube que as águas tinham abrandado.
Noé
esperou mais sete dias e enviou a pomba mais uma vez, e desta vez ela
não retornou. Em seguida, ele e sua família e todos os animais
saíram da arca e Noé fez um sacrifício a Deus, e Deus resolveu que
nunca mais lançaria maldição à terra por causa do homem, nem iria
destruí-la novamente dessa maneira.
A
fim de se lembrar dessa promessa, Deus colocou um arco-íris
nas nuvens, dizendo: "Sempre
que houver nuvens sobre a terra e o arco-íris aparecer nas nuvens,
eu me lembrarei da eterna aliança entre Deus e todos os seres vivos
de todas as espécies sobre a terra".
A
Construção
A
fim de proteger Noé e sua família, Deus colocou leões e outros
animais ferozes a guardá-los contra os ímpios que escarneciam deles
e causavam-lhes violência. De acordo com um midrash,
foi Deus, não os anjos, que reuniu os animais para a arca,
juntamente com os seus alimentos. Como havia necessidade de
distinguir entre animais limpos e imundos, os animais limpos se deram
a conhecer através do rebaixamento diante de Noé à medida que eles
entravam na arca. Uma opinião diferente sustenta que a própria arca
distinguia os puros de impuros, admitindo sete dos primeiros e dois
dos segundos.
Noé
se encarregou dia e noite da alimentação e dos cuidados para com os
animais, e não teve sono pelo ano inteiro a bordo da arca. Os
animais foram os melhores de suas espécies e assim comportavam-se
com extrema bondade.
Eles se abstiveram de procriação a fim de que
o número de criaturas que desembarcassem fosse exatamente igual ao
número que embarcou. O corvo criou problemas, recusando-se a sair
quando a Arca de Noé enviou-o primeiro e acusou o
Patriarca
de querer destruir sua raça, mas, como os comentadores salientaram,
Deus quis salvar o corvo para que os seus descendentes fossem
destinados a alimentar o profeta
Elias.
Os refugos foram armazenados no mais baixo dos três pavimentos,
seres humanos e animais limpos sobre o segundo, e os pássaros e
animais impuros no topo.
Ig
Ass Tabernáculo de Davi
Pastor
Pedro Alves
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